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HISTÓRIA DO POVOADO
Historia do Povoado
                       
                       
         

Da Origem do Nome "Lago".
Segundo a tradição corrente, o topônimo "Lago" originou-se de uma pequena lagoa, que se localizava nas proximidades do povoado atual. (SILVA NETO, 2000, p. 22).
            O seu fundador, tronco da família Silva (caboclos do Lago), foi Luís da Silva Ramos, tradicionalmente conhecido pelos dois primeiros nomes Luís da Silva, descendente de indígenas. (SILVA NETO, 2000, p. 22).
Proprietário da imensa área de terras, que na época, (há aproximadamente 170 anos), era coberta de matas densamente fechadas, povoadas somente por animais selvagens, muita caça, abelhas, havia inclusive, até onças, segundo informações transmitidas oralmente, de geração a geração. (SILVA NETO, 2000, p. 22).
            Tornou-se então em "Fazenda Lago". Nossa terra, terra de nossos antepassados. Esta terra que nos é tão idolatrada; terra do bom Jesus. (SILVA NETO, 2000, p. 22).

Da Fazenda Lago.
Os anos se sucederam uns após outros, e nesta caminhada do tempo, cresceram as famílias. (Oxalá cresçam sempre aos beijos de amor). A Fazenda Lago foi aos poucos povoando-se. (SILVA NETO, 2000, p. 23).
            Seus moradores dedicaram seus esforços, principalmente às atividades agrícolas. Lucraram as colheitas para as suas subsistências. Outros se dedicaram artezanato, como por exemplo a confecção de arreios, selas, brides, gibões, alguns se voltaram para a cerâmica, isto é, a fabricação de telhas, ladrilhos, panelas e potes. Estas olarias, na época, significava conforto para as famílias, uma vez que, poderiam cobrir suas casas, e até mesmo fazer o piso ou ladrilhar, como se dizia naquele tempo. (SILVA NETO, 2000, p. 23).
            E por falar em olaria, tem um nome que ainda hoje é lembrado, que é uma tradição para o povo desta terra. Trata-se de Zé Telheiro (José Telheiro). E até hoje, ainda é possível encontrar antiguíssimas telhas, potes e outros objetos feitos por ele, por esse exímio mestre do trabalho de barro.
Não teve ele elogios nos jornais, qual nada. Não foi erguida estátua em sua consagração. Não lhe deram nenhuma medalha. Tanto quanto foi para o corneta Jesus. (SILVA NETO, 2000, p. 23).
            No entanto, continua lembrada vez por outra a sua mestria na profissão a que se apegou. Os seus trabalhos continuam desafiando os tempos a fora. (SILVA NETO, 2000, p. 23).

            Não fica por menos os carpiteiros. Estes faziam os engenhos de madeira, os chamados engenhos rapadureiros, sinônimo de fartura. Faziam também, a roda, peça principal do maquinário para ralar a mandioca. A roda que aciona acolar, através da polia ou relho, feito geralmente de couro de tamanduá, a bola de madeira com serrilhas ao redor, é usada para ralar a mandioca, para fazer a farinha e outros produtos. (SILVA NETO, 2000, p. 23).

"A bela mandioca
   Da forte tribo Tupi
             Que Tupã lhes enviou”.

            A propalada "Casa das farinhas". (SILVA NETO, 2000, p. 23).

           
                       
         

SILVA NETO, Cândido da. Povoado do Novo Bandeirante: História Social e Cultural. 1º ed. – Recife/PE, Brasil: Editora Universitária da UFPE, 2000.

           
                       
                       
                       
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POVOADO DO LAGO/BA
Localizado no Municipio de Casa Nova - BA
Site: www.lagobahia.com.br (e-mail: andrade@lagobahia.com.br)
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